No dia 4 de maio de 1937, no Rio de Janeiro, o Brasil perdia o sambista,
cantor, compositor, bandolinista e violonista Noel Rosa, um dos mais
importantes artistas da música brasileira. Ele se tornou célebre por
fazer a união do samba do morro com o do asfalto, principalmente por
meio do rádio. Seu rosto marcante, com uma deformidade no queixo, foi um
sinal que a vida lhe deixou logo no parto, no dia 11 de dezembro de
1910, também no Rio de Janeiro.
Para fazê-lo vir ao mundo, os médicos
utilizaram o fórceps instrumento ginecológico que auxilia a retirada
do bebê -, que acabou afundando seu maxilar. Sua vida foi breve, mas
intensa. Noel Rosa morreu aos 26 anos, vítima de uma tuberculose causada
pela boêmia. Apesar de ter morrido jovem, ele deixou um legado de
centenas de canções. Seu primeiro sucesso, Com que Roupa?, logo caiu
no gosto dos foliões no carnaval de 1931.
Este foi apenas um dos vários
sucesso da sua carreira. Nos bares do bairro da Vila Isabel, ele
aprendeu a tocar bandolim de ouvido e tomou gosto pela música. Para a
Vila, escreveu quatro belos sambas. Nas suas letras estavam presentes
uma crítica ao cotidiano, com o humor seco e sarcástico. Além da paixão
pela música, Noel Rosa também gostava muito das mulheres. Dos seus
amores, dois foram marcantes: a esposa oficial Lindaura de Medeiros
Rosa e a amante Juracy Correa, a Ceci, que inspirou Noel a escrever o
clássico Dama do Cabaré.

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