Considerada a grande dama da televisão brasileira, nascia no dia 16 de
outubro de 1929, Arlette Pinheiro Esteves da Silva, conhecida pelo
público como Fernanda Montenegro. Natural do Rio de Janeiro, ela decidiu
mudar o seu nome para Fernanda por achar a sonoridade da palavra mais
bonita. O sobrenome Montenegro foi em homenagem a um médico homeopata
que não chegou a conhecer, mas que era amigo da família e tido como
operador de "milagres".
Fernanda iniciou a carreira artística com a peça
Alegres Canções nas Montanhas", em 1950. No começo da década de 60 e
já casada com o ator Fernando Torres, ela se mudou para São Paulo, onde
trabalhou em várias peças de teatro e também começou a carreira na
televisão. Sua primeira novela foi "Pouco Amor Não é Amor". Em 1964,
começou a trabalhar no cinema, com o filme "A Falecida", inspirada na
obra de Nelson Rodrigues. Com o tempo, Fernanda Montenegro participou de
inúmera novelas e também recebeu muitos prêmios pelo seu talento.
No
cinema, o primeiro grande sucesso foi "Eles Não Usam Black-Tie", de
1981. Em 1985, foi convidada pelo então Presidente da República, José
Sarney, para ser ministra da cultura. Obteve o apoio de toda a classe
artística e da opinião pública, mas recusou por saber não ser essa a sua
real vocação. Em 1997, estrelou o filme "O Que é Isso, Companheiro?",
indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e, no ano seguinte, em
1998, teve grande atuação em Central do Brasil, quando foi indicada ao
prêmio de melhor atriz.
O Oscar não foi para Fernanda, mas ela ganhou o
Urso de Prata, no Festival de Cinema de Berlim. Em 1999, teve outro
grande momento na televisão com o "O Auto da Compadecida". Fernanda
Montenegro é mãe de dois filhos, a também atriz Fernanda Torres e o
cenógrafo, programador visual e agora diretor de cinema Cláudio Torres.
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