Maior personalidade feminina da história da música popular brasileira,
nascia no dia 17 de outubro de 1847, Chiquinha Gonzaga, primeira
maestrina e autora da primeira canção carnavalesca. Natural da cidade do
Rio de Janeiro, ela também foi a primeira pianista de choro,
introdutora da música popular nos salões elegantes e fundadora da
primeira sociedade protetora dos direitos autorais. Casou-se aos 16
anos, com um oficial da Marinha Mercante escolhido pelos pais. Poucos
depois, abandonou o marido por um engenheiro de estradas de ferro, de
quem também logo se separou.
A estreia como compositora aconteceu em
1877, com a polca Atraente. Sofreu muito preconceito na época por
desafiar os padrões vigentes. Também foi participante do movimento pela
abolição da escravatura, vendendo suas partituras para obter fundos para
a Confederação Libertadora. Com o dinheiro arrecadado, comprou a
alforria de José Flauta, um escravo músico. Chiquinha Gonzaga ainda
participou da campanha republicana e de todas as grandes causas sociais
do seu tempo.
Já era consagrada quando compôs, em 1899, a primeira
marcha-rancho, Ó Abre Alas, verdadeiro hino do carnaval brasileiro. Na
primeira década deste século esteve algumas vezes na Europa, fixando
residência em Lisboa por três anos. Sua obra reúne dezenas de partituras
para peças teatrais e centenas de músicas nos mais variados gêneros:
polca, tango brasileiro, valsa, habanera, schottisch, mazurca e modinha.
Chiquinha Gonzaga faleceu aos 87 anos de idade, no dia 28 de fevereiro
de 1935, no Rio de Janeiro.

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