A cidade de Cubatão, no litoral de São Paulo, foi palco de
uma grande tragédia entre os dias 24 e 25 de fevereiro de 1984. Um
incêndio matou 93 pessoas e deixou mais de 3 mil pessoas desabrigadas na
Vila Socó. Até hoje esses números são contestados por entidades e
testemunhas que vivenciaram o episódio. Eles acreditam que cerca de 500
pessoas podem ter morrido no episódio.
O incêndio foi provocado
pelo vazamento de 700 mil litros de gasolina de um duto da Petrobras que
passava sob as palafitas da favela, onde moravam quase seis mil
pessoas. O problema teria acontecido por uma falha operacional. O fogo
começou por volta da meia-noite e se estendeu até a manhã do dia
seguinte. Na época, moradores e lideranças acusaram a Petrobras de
tentar abafar o caso.
Em
2014, uma audiência da Comissão da Verdade discutiu o incêndio. O
presidente da empresa na época da tragédia e ex-ministro de Minas
Energia, Shigeaki Ueki, contestou a existência de uma operação para
esconder o episódio. “Não houve, dentro da Petrobras, um envolvimento em
acobertamento. Não houve nenhum movimento para abafar [o caso]”, disse o
ex-presidente da empresa. “O número de 500 pessoas [mortas], a empresa
nunca admitiu e nem vai admitir porque não há como comprovar isso”. A
Justiça não apontou responsáveis pelo acidente, mas os atingidos foram
indenizados pela Petrobras e construíram novas casas na própria
comunidade.
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