Em um dia como hoje, no ano de 1956, a Suprema Corte dos EUA
decidiu que a segregação racial nos ônibus era ilegal e
inconstitucional na cidade de Montgomery e no estado do Alabama. O caso
na Justiça teve início com a prisão de Rosa Parks, uma negra
norte-americana presa por negar dar o seu assento no transporte público
para um branco, em Montgomery, no Alabama. Sua prisão, no dia 1o. de
dezembro de 1955, deu início a um boicote da comunidade negra ao
transporte público. Os negros representavam 3/4 dos usuários.
Pelas
regras, os brancos sentavam na parte da frente do ônibus, e os negros
atrás. Se a parte de trás estivesse lotada e a da frente não, os negros
não poderiam sentar ali. Contudo, se ambas as áreas do ônibus estivessem
cheias e um branco subisse, todos os negros da fileira mais próxima à
área dos brancos deveriam se levantar e dar lugar ao passageiro branco.
Rosa estava nesta fileira e se recusou a levantar quando um branco
subiu, desobedecendo a ordem do motorista e levada para a prisão. Os
negros também deveriam pagar a passagem pela porta da frente para o
motorista, mas tinham que descer do ônibus e subir pelos fundos.
O
boicote chegou oficialmente ao fim no dia 20 de dezembro de 1956, após
381 dias. Durante este período, a comunidade negra se organizou para
providenciar outras formas de transporte, com colaboração de motoristas e
taxistas negros. Eles também passaram a caminhar e usar bicicletas para
evitar o transporte público. Isso criou um prejuízo financeiro geral e
mobilizou as organizações de luta por direitos civis nos EUA.
Importantes figuras como Martin Luther King Jr. e Ralph Abernathy
incentivaram o boicote como forma de protesto sem uso da violência.
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