O autor de um dos clássicos da literatura brasileira morria em um dia
como hoje, no ano de 1861, durante o naufrágio do navio Hermes, na costa
do Rio de Janeiro. Manuel Antônio de Almeida deu o seu adeus com apenas
30 anos de idade, tempo suficiente, contudo, para escrever uma obra que
o eternizaria, o único livro de sua autoria, Memórias de um Sargento de
Milícias, publicado em 1852. O livro retrata as classes média e baixa,
coisa rara para a época, em que os romances eram ambientados na esfera
aristocrática. A obra desenvolve, pela primeira vez, na literatura
nacional, a figura do malandro. Manuel Antônio de Almeira também
escreveu também crônicas, artigos e a peça de teatro Dois Amores (1861),
apresentada após a sua morte.
Nascido no Rio de Janeiro, em 17 de novembro de 1831, ele se formou em
medicina, mas nunca se dedicou à profissão. Preferiu seguir na carreira
ligada ao jornalismo e às letras. Sua vida foi cercada por dificuldades
financeiras, especialmente por conta da morte do pai, que era tenente,
quando o escritor era ainda adolescente. Trabalhou em jornais,
participou do Carnaval no Rio e, em 1858, foi nomeado diretor da
Tipografia Nacional. Lá, conheceu o jovem aprendiz de tipógrafo Machado
de Assis. Quando tentava iniciar uma carreira política, morreu vítima do
naufrágio do navio.
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