No dia 20 de novembro de 1695, o líder Zumbi, do Quilombo dos Palmares,
foi morto em uma embosca após ser traído por um companheiro. Sua cabeça
foi cortada e exposta em praça pública, na cidade de Recife, para servir
de exemplo a outros escravos. Cerca de um ano antes de sua morte, no
dia 6 de fevereiro de 1694, o aldeamento principal do Quilombo dos
Palmares foi destruído pelos homens do bandeirante Domingos Jorge Velho,
mas Zumbi conseguiu fugir.
Depois de mais de um século (de 1590 a
1694), estava chegando ao fim um dos símbolos da resistência à
escravidão. Localizado em um lugar de difícil acesso, no caso, o atual
município de União dos Palmares, no interior de Alagoas, o quilombo foi
alvo de constantes ameaças de invasão e, ao longo de sua existência,
enfrentou numerosas expedições militares enviadas pelo governo para
dominá-lo.
Após várias tentativas de acordo, o governo recorreu a Domingos Jorge
Velho, oferecendo-lhe armas, terras e dinheiro pelo resgate dos escravos
que haviam fugido. A partir de então teve início o conflito que ficou
conhecido como Guerra de Palmares, em que as forças do governo saíram
vitoriosas, com a destruição completa do Quilombo em 1695. Por conta da
morte de Zumbi dos Palmares, no dia 20 de novembro é celebrado o dia
Institui o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra no Brasil. A lei
12.519, de 10 de novembro de 2011, foi sancionada pela presidente Dilma
Rousseff.

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