Em 18 de maio de 2001, o incipiente estúdio de animação DreamWorks SKG,
fundado pelos pesos-pesados de Hollywood Steven Spielberg, Jeffrey
Katzenberg e David Geffen, lança o que será seu filme de maior sucesso
até o momento: o longa-metragem animado “Shrek”. Baseado no livro
infantil de William Steig, de 1990, “Shrek” foi vividamente re-imaginado
pelos animadores da DreamWorks como uma versão subversiva da história
clássica “A Bela e a Fera”. Originalmente, o estúdio contratou o
comediante Chris Farley para fazer a voz do ogro verde, mas sua morte,
em dezembro de 1997, suspendeu o projeto, uma vez que o personagem Shrek
tinha sido criado e moldado de acordo com sua voz e personalidade.
Depois que Mike Myers topou entrar no projeto, ele deu seu toque ao
personagem, incluindo um forte sotaque escocês com o tempero da sua
terra nativa, o Canadá.
O filme virou de cabeça para baixo vários clichês sentimentais de
contos de fadas, com retratos amigáveis de vilões tradicionais, como
ogros e dragões. No mundo de Shrek, o príncipe encantado é um bobo
desastrado, enquanto o ogro surge como um herói romântico. Ao lado de
Myers, Eddie Murphy pôde improvisar no papel do Burro; Cameron Diaz fez a
voz original para a Princesa Fiona; e John Lithgow, o maligno Lord
Farquaad. Em uma estratégia de marketing incomum para um filme animado,
os grandes nomes do elenco da dublagem original foram divulgados como
estrelas do filme, ao contrário dos próprios personagens animados.
A DreamWorks apresentou “Shrek” no Festival de Cannes, sendo a
primeira animação a entrar na competição desde 1974. Ele não ganhou
prêmios, mas começou a gerar muito interesse. Lançado em maio de 2001,
com excelentes críticas, o longa arrecadou 42 milhões de dólares no seu
fim de semana de estreia – a maior arrecadação de lançamento da
DreamWorks de todos os tempos, desbancando até o blockbuster épico de
Ridley Scott, “O Gladiador”. O sucesso de “Shrek” ajudou a estabelecer a
DreamWorks como uma grande força em Hollywood, especialmente no campo
da animação, no qual despontou como verdadeiro rival para a Walt Disney
Pictures. Na cerimônia do Oscar no ano seguinte, “Shrek” bateu “Monstros
S.A.”, da Disney, e ganhou o Oscar de Melhor Longa de Animação (o
primeiro Oscar da história a ser entregue nesta categoria); e também foi
indicado a Melhor Roteiro Adaptado.
Quando o AFI (American Film Institute) lançou sua lista de dez
melhores em dez gêneros diferentes em 2008, Shrek ficou em oitavo lugar
na lista de animação e foi o único filme fora da Disney a entrar na
seleção. Myers, Murphy e Diaz iriam repetir seus papéis nas duas
sequências de sucesso lançadas em 2004 e 2007. Em dezembro de 2008, um
musical de “Shrek” estreou na Broadway.
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