No dia 30 de maio de 1431, Joana d'Arc morria na cidade
francesa de Ruão. Ela foi queimada na fogueira aos 19 anos, acusada de
bruxaria. Considerada heroína da Guerra dos Cem Anos, passou de
feiticeira à santa padroeira da França. A mártir francesa foi canonizada
em 1920, pelo Papa Bento XV, quase cinco séculos após sua morte. Dois
anos depois, ela foi declarada padroeira da França. O Parlamento francês
também estabeleceu uma festa nacional em sua honra no segundo domingo
de maio.
Nascida no dia 7 de
janeiro de 1412, na cidade de Domrémy-la-Pucelle, Joana d'Arc ficou
conhecida por seus feitos durante a Guerra dos Cem Anos. Ela alegava ter
visões divinas do arcanjo Miguel, de Santa Margarida e da Santa
Catarina, que a instruíram a ajudar as forças de Carlos VII e livrar a
França do domínio da Inglaterra. Ainda antes de sua coroação, Carlos VII
enviou Joana junto com um exército para tentar solucionar o Cerco de
Orleans. Após apenas nove dias de ação, a batalha terminou com um
resultado favorável aos franceses e Orleans foi libertada, elevando
assim a reputação de Joana à condição de heroína nacional aos olhos do
povo francês.
Seguiu-se
uma série de vitórias militares para as forças de Carlos VII, que
permitiram sua coroação como rei na Catedral de Reims. Como resultado, a
moral da população francesa melhorou e a maré da Guerra dos Cem Anos
começou a virar em favor dos franceses.
Após o fracassado Cerco de
Paris, contudo, a popularidade de Joana dentre a nobreza francesa
despencou. Em 23 de maio de 1430, ela foi capturada em Compiègne pelos
Borguinhões, um grupo de franceses que apoiavam os ingleses. Eles a
entregaram nas mãos do governo da Inglaterra, que colocaram seu
julgamento nas mãos do bispo Pierre Cauchon, quando ela foi acusada de
heresia e assassinato. Cauchon a declarou culpada e ela foi sentenciada a
morte na fogueira. Sua morte, contudo, a elevou aos status de mártir e
fez aumentar o fervor patriótico francês contra os ingleses.
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