No dia 12 de abril de 1955, pesquisadores da Universidade de
Michigan, nos Estados Unidos, declararam que uma vacina contra a
poliomielite que estava sendo testada há três anos era segura, eficaz e
potente. As epidemias da doença causaram deficiências físicas em
inúmeras de pessoas, principalmente crianças, por isso ela também é
conhecida como paralisia infantil. Após a adoção de vacinas contra a
pólio (que é transmitida por um vírus), os casos diminuíram em mais de
99% nos últimos anos.
Jonathan
Salk, médico e pesquisador que criou a vacina, começou a testá-la em
humanos em 1952. Além de administrá-la a crianças em duas instituições
da região de Pittsburgh, nos Estados Unidos, Salk injetou a si mesmo,
sua esposa e seus três filhos em sua cozinha depois de ferver as agulhas
e seringas em seu fogão. Salk anunciou o sucesso dos testes em 26 de
março de 1953.
Em 26 de abril de 1954,
Randy Kerr, de seis anos, recebeu uma injeção com a vacina Salk em uma
escola na Virgínia. No final de junho, 1,8 milhão de pessoas, incluindo
crianças em idade escolar, se tornaram pioneiras da campanha de
vacinação contra a pólio. Pouco tempo depois, ocorreu uma tragédia no
oeste e no meio-oeste dos Estados Unidos, quando mais de 200 mil pessoas
foram inoculadas com uma vacina defeituosa fabricada em um laboratório
na Califórnia. Milhares de casos de poliomielite foram relatados, 200
crianças ficaram paralisadas e 10 morreram.
O incidente atrasou a
produção da vacina, mas os novos casos de poliomielite caíram para menos
de 6 mil em 1957, o primeiro ano após a ampla disponibilidade da vacina
(em 1952, houve 58 mil casos nos EUA). Em 1962, foi autorizado o uso de
uma vacina oral desenvolvida pelo pesquisador Albert Sabin. Pela
facilidade em sua administração e por ser mais barata de produzir, a
vacina em gota de Sabin acabou substituindo a de Salk em todo o mundo.
Os casos mundiais de poliomielite caíram de 350 mil infectados em 1988
para 29 casos notificados em 2018.

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