No dia 3 de fevereiro de 1970, o lutador Muhammad
Ali convocou uma coletiva de imprensa para anunciar que estava deixando o
boxe. O famoso boxeador já estava proibido de lutar na época porque não
quis se alistar no exército dos Estados Unidos para combater na guerra
do Vietnã, alegando motivos religiosos. Mais tarde ele mudou de ideia e
acabou voltando aos ringues.
Depois
de três recursos negados, Ali foi chamado para servir o exército em 28
de abril de 1967. Ele se recusou e foi condenado por evasão de divisas
em 20 de junho de 1967. Pegou cinco anos de prisão e teria que pagar uma
multa de US$ 10 mil. Ele também foi destituído de seu título pela WBA e
pela Comissão Atlética de Nova York, além de ter cassada a sua licença
como boxeador. O lutador recorreu da sentença em liberdade. Mais tarde, a
Suprema Corte dos EUA decidiu por unanimidade em seu favor em 28 de
junho de 1971. Pouco antes, em 7 de dezembro, ele já havia conquistado
na Justiça estadual uma licença para poder lutar em Nova Iorque.
Batizado
de Cassius Marcellus Clay Jr, o atleta nasceu em 17 de janeiro de 1942,
em Louisville, Kentucky, nos EUA. Em 1964, mudou seu nome para Muhammad
Ali, após se converter ao islamismo. Ele é considerado um dos maiores
boxeadores da história e também reconhecido por sua atuação em causas
humanitárias. Ex-campeão peso-pesado de boxe, é uma das maiores figuras
desportivas do século 20. Foi eleito "O Desportista do Século" pela
revista americana Sports Illustrated em 1999. Foi o primeiro lutador a
conquistar o título dos pesos-pesados três vezes. Venceu 56 vezes em
seus 21 anos de carreira profissional.
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