Em meio às comemorações do Ano Novo, a cidade de São Paulo também passou
a conviver com um novo evento: a Corrida de São Silvestre. Realizada
pela primeira vez na virada do ano de 1924 e 1925, a edição inicial da
disputa teve como vencedor Alfredo Gomes, atleta do Clube Espéria, em
uma época em era permitida apenas a participação de homens. A ideia de
se fazer uma prova deste tipo partiu do jornalista Cásper Líbero, que se
inspirou numa corrida noturna francesa, em que os competidores
carregavam tochas de fogo durante o percurso. Depois de acompanhar o
evento em Paris, Cásper Líbero decidiu levar a prova para São Paulo.
O
nome da disputa, São São Silvestre, é em homenagem ao papa da Igreja
Católica, canonizado também neste dia. Desde sua primeira edição, a
corrida nunca deixou de ser realizada, apesar dos vários obstáculos ao
longo deste tempo, como a Revolução Constitucionalista (1932) e a
Segunda Guerra Mundial. Além de ser restrita aos homens, a prova só
permitia a participação de brasileiros. Isso mudou apenas em 1945,
quando convidados do Chile e Uruguai disputaram a prova. As mulheres só
começaram a participar a partir de 1975, quando a ONU instituiu o Ano
Internacional da Mulher. A primeira competição feminina foi realizada em
conjunto com a masculina, mas a classificação era separada.
A primeira
campeã foi a alemã Christa Valensieck, que voltou a vencer no ano
seguinte. Em 1989, a prova deixou de ser noturna e passou a figurar no
calendário de rua da Associação Internacional de Atletismo. Atualmente, a
corrida é realizada durante o dia 31 de dezembro, com percurso de 15
quilômetros. Os maiores vencedores da prova são o queniano Paul Tergat
(cinco vezes campeão: 1995, 1996, 1998, 1999 e 2000) e a portuguesa Rosa
Mota (seis vezes: 1981, 1982, 1983, 1984, 1985 e 1986).
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