Considerada um dos maiores desafios de engenharia do planeta, a usina
binacional de Itaipu abriu oficialmente suas comportas no dia 5 de
novembro de 1982. Com o reservatório já formado, os presidentes do
Brasil, João Figueiredo, e do Paraguai, Alfredo Stroessner, acionam o
mecanismo que levantou automaticamente as 14 comportas do vertedouro,
liberando a água represada do Rio Paraná e, assim, inauguram
oficialmente a maior hidrelétrica do mundo, após mais de 50 mil horas de
trabalho.
O nome Itaipu, que significa "a pedra que canta" na língua
guarani, faz referência à pequena ilha que havia ali, antes da usina. As
obras da barragem chegaram ao fim em outubro daquele ano, mas os
trabalhos não pararam. O fechamento das comportas do canal de desvio,
para a formação do reservatório da usina, deram início à operação Mymba
Kuera (que em tupi-guarani quer dizer pega-bicho), que teve o objetivo
de salvar os animais que seriam afetados pela área a ser inundada pelo
lago. Por conta das fortes chuvas e enchentes da época, as correntezas
do Rio Paraná levaram 14 dias para encher o reservatório. Fora isso,
milhares de pessoas receberam indenização e tiveram que deixar suas
casas.
Moradores de Guaíra cidade que perdeu parte do seu território
realizaram protestos, e artistas prestaram homenagem aos saltos que
foram encobertos pelo reservatório. Ansiosos por se despedir das Sete
Quedas, 32 turistas morreram em janeiro de 1982 com o rompimento de uma
passarela sobre o rio. Ao longo da faixa de 170 quilômetros submersos
entre Foz do Iguaçu e Guaíra, 8.519 propriedades urbanas e rurais foram
alagadas na margem brasileira, e seus donos indenizados. O município de
Guaíra também passou a receber royalties da Itaipu pelo alagamento das
Sete Quedas.
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