Neste dia, em 2004, o ator Christopher Reeve, famoso por seu
papel nos quatro filmes da saga Superman, morre aos 52 anos em um
hospital perto de sua casa em Westchester County, Nova York. Reeve, que
ficou tetraplégico em 1995, por conta de uma queda de cavalo, era um
grande defensor das pesquisas sobre a medula óssea.
Christopher
Reeve nasceu em 25 de setembro de 1952, em Nova York, e se formou na
Cornell University e na Juilliard School. Ele fez sua estreia na
Broadway em 1976 em A Matter of Gravity, com Katharine Hepburn.
O ator de 1,93m de altura iniciou sua jornada para a fama em 1978,
quando foi selecionado entre mais de 200 outros atores para o papel
principal no filme Superman. Apesar de ter interpretado o herói em mais
outros três filmes, Reeve estava determinado a não ser estereotipado.
Por isso, fez uma variedade de outros papéis nas telas e no teatro. Sua
filmografia inclui atuações em Em Algum Lugar do Passado (1980), Armadilha Mortal (1982), Vestígios do Dia (1993) e A Cidade dos Amaldiçoados (1995).
Em
27 de maio de 1995, Reeve, um atleta forte e cavaleiro entusiasmado,
ficou paralisado do pescoço para baixo após ter sido lançado por seu
cavalo e quebrado o pescoço durante uma competição equestre na Virgínia.
O ator se tornou então um ativista pela causa de pessoas com lesões na
medula espinhal e também fez lobby para a criação de um fundo
governamental para pesquisas com células-tronco embrionárias.
Durante um discurso no Oscar de 1996, Reeve levantou a pauta da
necessidade de Hollywood realizar mais filmes sobre questões sociais.
Reeve escreveu dois livros sobre suas experiências de vida e continuou
sua carreira de ator. Em 1997, fez sua estreia como diretor com o filme
do HBO Armadilha Selvagem, que foi indicado a cinco Emmy Awards. Em
1999, ele estrelou em um remake do filme clássico de Alfred Hitchcock, Janela Indiscreta. Já em 2004, dirigiu A História de Brooke Ellison, um filme baseado em fatos reais sobre a primeira pessoa tetraplégica a se formar na Universidade de Harvard.
Em
2000, Reeve, que mantinha um regime intenso de fisioterapia desde a
época do acidente, conseguiu mover o seu dedo indicador. Ele declarou
publicamente que estava determinado a andar novamente. No obituário de
Reeve no New York Times, um dos médicos que o tratou disse: “Antes [de
Reeve] realmente não havia esperança. Se você tivesse uma lesão na
medula espinhal como a dele, não havia muito o que fazer. Mas ele mudou
tudo isso, e demonstrou que há esperança e há coisas que podem ser
feitas”.

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