Sem mais condições políticas de seguir como presidente,Getúlio Vargas
renunciou ao seu posto no dia 29 de outubro de 1945. O momento político
internacional, com a queda dos governos autoritários na Europa, após o
fim da Segunda Guerra, indicava que o Estado Novo estava chegando ao
fim. Nas ruas, estudantes pediam liberdade e democracia; no Exército
armava-se um golpe. Apesar de ter apoio dos seus eleitores, Vargas, sem
opção, encerrou seus 15 anos de governo.
A gota d´água aconteceu após a
nomeação de Benjamin Vargas, irmão do presidente, como Chefe de Polícia,
dias após adiar as eleições presidenciais, marcadas para 2 de dezembro.
Um dia após sua renúncia, o cargo foi ocupado pelo presidente do
Supremo Tribunal Federal, José Linhares, que estabeleceu novamente para o
dia 2 de dezembro o pleito que elegeria Eurico Gaspar Dutra. Mesmo fora
do governo, Vargas seguiu na vida política, com apoio a Dutra.
Cinco
anos mais tarde, voltou a se candidatar à presidente e acabou eleito
democraticamente. Permaneceu no posto até o dia 24 de agosto de 1954,
quando cometeu suicídio.

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